Jaú faz leitura e emissão de conta d'água na hora
 
Jaú - Um programa amplo do Serviço de Água e Esgoto do Município de Jaú (Saemja) pretende diminuir a perda de água por vazamentos na rede de abastecimento da cidade de Jaú (47 quilômetros de Bauru).

A empresa entende que evitar vazamentos tenha um impacto a curto prazo com melhor aproveitamento do produto que chega a cerca de 42 mil pontos de ligações.

A primeira providência para detectar possíveis rompimentos na rede é a simultânea leitura e emissão de boletos de cobrança da conta de água dos contribuintes. Desde a semana passada, os leituristas entregam a conta ao cliente na mesma hora em que fazem a leitura do consumo.

Para o assessor de comunicação e marketing do Saemja, Antônio Carlos Piesigilli, neste momento já se pode identificar alguma anormalidade no ponto de abastecimento e o conserto de um possível vazamento pode ser feito com maior rapidez, com diminuição da perda de água.

“Se a pessoa tem na casa um vazamento subterrâneo que vai para a rede de esgoto, ele está pagando e não sabe. Na hora, ele já pode tirar a dúvida. Eles podem acionar (o órgão) através do próprio leiturista, no caso de um hidrômetro danificado e com problema”, salienta.

O sistema foi implantado inicialmente no Distrito de Potunduva e na Vila Ribeiro, bairros localizados na área rural de Jaú. “É lógico que todo lançamento, todo produto novo tem os seus problemas de início. Mas está pegando a turma de surpresa e é uma surpresa agradável”, comenta Piesigilli, lembrando que o sistema também já passou a ser implantado nos bairros da área urbana.

Piesegilli não soube precisar quanto foi investido pelo Saemja para implementar o novo sistema. A empresa terceirizada Allsan Consultoria, Administração, Informática e Saneamento Ltda, foi contratada pelo Saemja para operar o novo sistema de leitura.

O equipamento eletrônico é formado por um kit com um leitor digital e uma mini-impressora, que ficará na cintura do leiturista. Foram adquiridos nove equipamentos no total.

“É um PDA (computador de mão) mais sofisticado, que emite a conta. O leiturista tem uma impressora na cintura e, na medida que ele acaba de digitar (os dados), ela já emite a conta e o contribuinte já recebe”, explica Piesigilli.

Ele explica que o novo sistema permite agilizar os procedimentos e não vai resultar em alteração de vencimento. Além da entrega imediata da conta, haverá a modificação no formato do boleto. Apesar disso, todos os dados que constavam no boleto tradicional estarão presentes na nova conta.

Economia

A previsão do Saemja é economizar 30% nos custos com o novo sistema. “Presidentes de outras autarquias chegam a falar em redução de até 40%. Mas eu não posso afirmar ainda qual será a redução porque eu preciso esperar os resultados”, conta.

A economia pretendida se deve à redução das visitas do leituristas aos aproximadamente 42 mil pontos de ligação. Os coletores de informação não precisarão ir duas vezes por mês à casa do contribuinte. Numa mesma visita, ele lê e já deixa a conta.

No sistema tradicional, o leiturista ia até a residência pegar os dados do hidrômetro, voltava à autarquia para processar esses dados e depois retornava ao imóvel para deixar o boleto.

O assessor ressalta que, além das vantagens econômicas para o órgão, o maior beneficiado será o contribuinte que poderá avaliar na hora da leitura alguma discrepância em sua média de consumo mensal. Como conseqüência, o Saemja também espera reduzir as filas no balcão de atendimento da empresa.


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Recuperação da rede

O lançamento do serviço de conta simultânea faz parte de um macro programa que o Saemja está investindo para recuperar a rede de abastecimento de Jaú. Além desse novo sistema, segundo o assessor de comunicação e marketing do Saemja, Antônio Carlos Piesigilli, o órgão contratou a empresa Enops Engenharia Ltda para fazer testes na rede utilizando equipamentos modernos que conseguem detectar vazamentos de água.

Um relatório completo será apresentado ao Saemja, pela empresa, apontando os locais onde a autarquia deve direcionar os trabalhos de recuperação para evitar desperdício de água.

 

Jornal da Cidade de Bauru